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A volta dos tabloides, mas só os digitais


Catálogos de produtos para dispositivos móveis ganham novo impulso depois do coronavírus

Não importa mais se motivados pela pandemia do coronavírus, pela evolução do próprio varejo ou pela exigência dos novos hábitos do consumidor, o fato é que, nos próximos anos, vender serviços ou produtos pelos canais digitais passará a ser uma rotina no varejo. Mais do que isso, será uma questão de sobrevivência. Nesse processo de adaptação a obrigação de se adequar a uma nova situação de mercado, como a provocada pela Covid-19, expõe várias lacunas.


Muitos comerciantes foram pegos de surpresa com o confinamento de seus clientes e acabaram batendo cabeça. Fizeram sites às pressas, improvisaram entregas e tropeçaram na logística. Nessas horas, antigas soluções vão sendo revisitadas e aplicadas a um novo momento. Um exemplo é o tablóide digital, um serviço que possibilita a criação de anúncios e exposição de produtos para vários tipos de comércio em todas as plataformas digitais.


O serviço é só a versão para a web dos tabloides impressos em papel, aqueles anúncios descartáveis cobertos de promoções e distribuídos em supermercados e semáforos. Ainda que com uma proposta conhecida, a ideia não deixa de ser uma inovação eficiente nesse momento de explosão do comércio digital. “A inovação pode ser uma maneira nova de entregar um velho produto ou uma forma nova de atender um cliente”, explica Fred Rocha, consultor de varejo.


Ele fala sobre a publicidade de serviços e produtos, que sempre terão sua importância no processo de compra, ou jornada do cliente, como se diz agora. “É claro que um catálogo com um mix de produtos é importante para o comerciante. Hoje, até mesmo o Whatsapp business oferece a possibilidade de criar catálogos”, explica Fred


E quem já sacou a eficiência dos tabloides em versão digital foram justamente os supermercados, pioneiros da antiga versão impressa. Com mais recursos, o setor, há muito, já utiliza a ferramenta, que oferece lista de compras, localização de estabelecimentos, promoções, lista de desejos, leitura por código de barras, e-mail e busca rápida de preços.


A tecnologia também passa a ser uma aliada das empresas não só para guiar o consumidor ao longo do processo de aquisição de qualquer bem de consumo, mas também para gerar uma economia significativa na ordem de 50% do que seria com o meio tradicional em papel, sem contar os compromissos com a sustentabilidade.




É o caso da rede italiana Pam, que otimizou o mix impresso + digital e registrou uma economia de 50%. Ainda tem a Myer, rede australiana supermercadista que, por conta do COVID-19, deixou fazer encartes impressos e passou a usar a tecnologia da empresa ShopFully para comunicar suas ofertas.


São inúmeras as empresas que oferecem a produção desses catalagos. A internet possui vários anúncios e é possível, até mesmo, fazer uma plataforma de graça. Mas são poucos os que trazem, de fato, uma ferramenta que atenda às necessidades do consumidor.


“Os catálogos são importantes para quem já é digitalizado, mas eles não podem se limitar a uma lista de produtos”, diz Fred Rocha. “Tudo o que anuncia apenas preço e produto está em baixa. Hoje, se não atrelarmos um serviço para o cliente a venda não vai funcionar”, explica. “O importante é que os tabloides digitais tenham interatividade real com o consumidor, que explique o que os produtos podem fazer por ele”.


A plataforma dos grandes supermercados informa os produtos disponíveis nos estabelecimentos em tempo real, indicando em quais locais próximos ao consumidor o produto de interesse pode ser encontrado, ajudando a evitar circulação desnecessária de pessoas.


No Brasil, redes como Makro, também apostam no formato que tende a fortalecer ainda mais a sua interação com os consumidores. Além disso, em função do cenário da pandemia, muitos consumidores estão com receio de pegar os materiais impressos por conta do risco de contaminação. Nesse sentido, o encarte digital se mostra como alternativa para que o varejista mantenha as suas ofertas em evidência e o fluxo ativo de clientes nas lojas e e-commerces.


Segundo a ShopFully, a utilização desse tipo de ferramenta é quase que natural, uma vez que 82% dos consumidores pesquisam produtos na web, comparam preços e depois concretizam a compra na loja ou e-commerce.


Fred diz que os tabloides são só uma parte do processo de venda, e que se ele não servir o cliente em sua totalidade a propaganda acaba fracassando. “O mais importante para o consumidor é saber se, quando a compra for efetivada, ele terá a garantia de que os produtos chegarão em tempo hábil e com as características prometidas. Essa é uma regra universal e vale tanto para o papel quanto na tela do celular”.


FONTE: FCDL MG

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