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Afinal, o que é mindset e como implementá-lo na empresa


Os negócios vão precisar de inovação e criatividade e essas características não nascem do nada, é preciso uma nova mentalidade na organização. A pandemia do novo coronavírus despertou em todos os segmentos do comércio e serviço a necessidade de embarcarem no mundo digital. Para alguns, essa foi a salvação da lavoura. Mas que fique claro que a digitalização é só primeiro passo para se adequar ao mundo pós-Covid-19. Seria muito simples se a solução para as grandes incertezas do mercado estivesse apenas em um site ou canal de Instagram. “As empresas que desejam ter sucesso em seus setores e nos ecossistemas emergentes devem aprender a desenvolver uma “Vantagem Digital”, explica Luis Lobão, especialista em educação corporativa. Para ele, as empresas terão que abandonar a “gambiarra digital”. “Ou é digital ou não é”, opina. O que Lobão que dizer é que há muito mais a fazer que simplesmente investir em tecnologia. É preciso inovação e criatividade. E essas características não nascem do nada. Para que elas sejam implementadas, o líder da empresa precisa organizar uma verdadeira mudança de mentalidade na organização. Essa quebra de paradigma é conhecida como mindset de Inovação. O termo já foi usado aqui no boletim diversas vezes. Está em artigos, matérias e dicas de negócio que sempre apontam para a maximização de resultados. Sabemos, no entanto, que o conceito pode passar em branco. Então, pedimos ajuda para a especialista em Gestão Empresarial e Marketing, Gerogia Roncon, para nos apontar o que de fato é o mindset, como ele funciona e como o empresário pode implementar um modelo de pensamento inovador na sua empresa. Confira! O que é mindset de inovação? O mindset de inovação conjuga uma série de ações e esforços direcionados para que as organizações estejam alinhadas à inovação. Dentre esses esforços, podemos citar o incentivo à colaboração interna e externa, o investimento em tecnologia e pessoal qualificados, a valorização e implementação de ideias e processos inovadores. Empresas podem adotar o mindset de inovação ou já nascer com esse DNA. Um exemplo do segundo é o Nubank, que já surgiu voltado para a inovação e com uma estratégia empresarial específica. Já a Apple, por exemplo, absorveu os ideais de inovação dos seus líderes, Steve Jobs e Steve Wozniak, que transferiram sua mentalidade para o resto da empresa. Como desenvolver o mindset de inovação? Essa é a pergunta que não quer calar. Mas sim, você pode desenvolver um mindset inovador, mesmo que ainda não possua uma empresa, ideia ou negócio. E se tiver, eles não precisam ter ambições semelhantes ao Nubank, por exemplo. Mas, para implementar um mindset de inovação, você precisa compreender que ela é produto dos questionamentos sobre o modo como realizamos as coisas. Então, se você ou as pessoas da sua empresa não têm espaço para questionar, é melhor pensar em remover essas barreiras. Outra coisa importante é saber que processos inovadores nem sempre estão ligados à disrupção digital. Você pode inovar em processos ou na percepção que seus clientes terão dos seus produtos e serviços. As tecnologias servem para dinamizar o processo inovador ou dar um novo significado àquilo que se deseja implementar. Assim, para o desenvolvimento do mindset inovador em pequenas e médias empresas, você precisará realizar um modelo de transição e isso pode ser feito por meio de uma estratégia de inovação. Desenvolva a estratégia de inovação Uma estratégia de inovação é um processo pelo qual a empresa toma para si o estímulo ao desenvolvimento de ideias e processos disruptivos. Tal medida serve para evitar as seguintes situações: 1 – Desconhecimento da direção sobre como um processo de inovação se desenvolve; 2- Falta de diálogo entre funcionários com potencial inovador; 3 – Setores que inovam focados na solução de problemas meramente técnicos, não alinhados com as estratégias da empresa. Assim, o desenvolvimento da estratégia de inovação vai redirecionar o rumo a uma pequena, média ou grande empresa. Mas para isso é necessária a criação de um comitê especial. Monte um comitê de inovação Um comitê de inovação costuma ser composto por um grupo de profissionais cuidadosamente selecionado. O objetivo deles é o de disseminar a cultura inovadora dentro da empresa. É totalmente válido que os membros desse comitê pertençam a diferentes setores e hierarquias. A diversidade deve ser mantida. Não há como questionar modelos sem ser heterogêneo. Os principais objetivos dessa nova liga de profissional será o foco na ideação de novas soluções para os principais problemas e desafios da empresa, bem como na implementação para que a empresa colha resultados reais. Além de acertos, a tolerância a erros deve ser esperada e cultivada desde que hajam resultados e fluxo de caixa para cobrir a estruturação das ideias e projetos. Incentive a colaboração Feito o comitê, agora é hora da ação. Ter pessoas com crenças, visões, hierarquias e percepções diferentes trabalhando juntas não é uma tarefa fácil. Algumas desejarão impor suas visões para outras — normalmente as de hierarquia menor. Mas essas últimas precisam entender que a empresa lhes oferece liberdade para propor ideias e de que elas não serão demitidas por oferecer feedback. A realização de encontros presenciais ou dinâmicas de grupo podem fazer a diferença. A organização deve fazer um registro das atividades e de seus resultados iniciais, parciais e finais para que se possa monitorar o processo e o progresso de aprendizagem dos membros da equipe. Invista em tecnologia Em um mundo competitivo e conectado, o investimento em tecnologia não é só desejado, mas esperado. Ele não necessariamente precisa ser percebido em bens tangíveis, mas também pode acontecer por meio de processos. Os avanços nessa área podem ser na comunicação (chats, videoconferência, sinalização) e software (de CRM, aplicativo de gestão, etc), por exemplo. Aposte em pessoas qualificadas Se o investimento em tecnologia serve como catalisador para a implementação de ideias, o investimento em pessoal qualificado é a chave para que isso aconteça da melhor forma possível. Pessoas qualificadas são, em sua maioria, mais orientadas a processos de sucesso que os não qualificados. Assim, a atenção à contratação de pessoal é fundamental. E acredite: nem sempre um currículo muito recheado é indicativo de que a pessoa é capaz. Então, fique atento ao famoso CHA: características, habilidades e atitudes de seus futuros candidatos. Modelos de recrutamento modernos recomendam que profissionais contem com experiências externas (viagens, hobbies, etc) para alavancar suas características laborais. FONTE: FCDL MG

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