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Crescimento orgânico: conquistando mercado com orçamento pequeno



É possível desenvolver uma pequena empresa sem dinheiro para marketing? E expandir um negócio de varejo apenas usando métodos não pagos? De acordo com Catherine Erdly, especialista em pequenos negócios e fundadora do The Resilient Retail Club, em artigo para o site da Forbes, não só é possível crescer organicamente, como indica a adoção de quatro técnicas indispensáveis: SEO (Search Engine Optimization ou Otimização de Mecanismos de Busca); assessoria de imprensa; redes sociais e email marketing; e comunidades.


“Não é segredo que a maioria das pequenas e novas empresas têm orçamentos apertados. O desafio é desenvolver uma pequena empresa com um orçamento minúsculo, desafio que só aumentou uma vez que os custos de publicidade continuam subindo”, avalia Catherine Erdly.


Confira as quatro estratégias de marketing de baixo custo para os pequenos negócios se expandirem:


1 – Mecanismos de busca

“A otimização do mecanismo de pesquisa é vital para pequenas empresas que desejam aproveitar o fato de que 68% de todas as experiências on-line começam com os mecanismos de pesquisa”, diz a especialista em marketing.


Agora, como conquistar a atenção dos consumidores em um mar com milhões de concorrentes? Segundo Rebecca Gibbions, proprietária da joalheria Last Night I Dreamt, o segredo é entender seu cliente e não deixar seu site “envelhecer”. “Se você não estiver atualizando ou adicionando conteúdos e produtos ao seu site, escrevendo para o blog ou interagindo com seu cliente, o Google saberá disso”, sentencia.


A joalheria britânica apostou em criatividade e temas em alta para definir coleções e conteúdos para sua página na web. “Tentamos criar coleções divertidas e olhar para as tendências que estão acontecendo ao nosso redor. Por exemplo, todo mundo estava falando sobre Wandinha, a série da Netflix, e então, criamos uma edição inteira de Wandinha no site. Se as pessoas estiverem procurando o estilo dela ou as suas joias, podem nos encontrar”, explica a proprietária.


“Também criei uma edição de joias baseada na série Emily em Paris. As pessoas engajadas com a série e interessadas em descobrir como Emily usa suas joias, com certeza nos encontrará por meio das buscas”, acrescenta a empreendedora do Reino Unido.


2– Assessoria de imprensa ou relações públicas

A CEO e fundadora da marca de presentes Don’t Buy Her Flowers, Steph Douglas, acredita que a assessoria de imprensa e as relações públicas são fundamentais para o crescimento do negócio. “As relações públicas permitem a empresa criar uma marca e uma história”, diz. “Temos quatro pilares da marca, incluindo maternidade. A partir disso, mapeamos e compartilhamos as histórias que tem a ver com eles e ajudarão a contar a história de Don’t Buy Her Flowers”, ensina.


As oportunidades podem estar em qualquer lugar, e a assessoria de imprensa ajuda a identificá-las. É apenas uma questão de estar pronto com sua história e entrar em contato com os jornalistas e veículos de comunicação, quando houver abertura. À medida que o negócio cresce e o relacionamento com a imprensa se estreita, fica mais fácil pautá-los e divulgar suas ações.


A inglesa Laura Schofield, fundadora da Otto and Ivy, marca especializada em calçados para mulheres altas, faz bom uso de sua assessoria de imprensa. A grande oportunidade de conseguir mídia surgiu quando sua loja foi visitada pela socialite Caitlin Jenner, que não só experimentou os sapatos que cria, como disse: “Oh meu Deus, eu me sinto como a Cinderela”.


Depois que Laura postou o vídeo do encontro, ela foi abordada por um amigo que era redator de um jornal nacional. Ele cobriu a história e falou sobre a marca de sapatos no dia seguinte. “Cobertura nesta escala é quase impensável para pequenas marcas que estão começando, mas as relações públicas e a assessoria de imprensa podem cortar caminhos e aproveitar as oportunidades quando elas surgem”, comenta Catherine Erdly.


3 – Mídias sociais e e-mail marketing

A Otto and Ivy também aproveitou o poder da mídia social para se conectar com mulheres que precisavam e desejavam seus sapatos. “Durante os três primeiros anos da marca, nunca gastei um único centavo em marketing de qualquer tipo. Fiz tudo de forma orgânica, por meio de mídias sociais. Usei o Facebook e o Instagram para aumentar minha lista de e-mails e meus negócios”, relata Laura Schofield.


Segundo Ed Hallen, cofundador e diretor de produtos da Klaviyo, empresa de automação de marketing, a combinação mídia social e email marketing é poderosa. “A vantagem do e-mail é que ele não leva muito tempo para ser configurado e você começa a ver os resultados imediatamente”, destaca.


Já Jayne Lasley, fundadora e diretora criativa da Fairlie Curved, marca de moda plus size, diz que não basta estar nas redes sociais, é preciso ser ativo! “A razão pela qual cresci tão rapidamente, desde o início, é que eu era social (atuante) nas mídias sociais. Essa é uma das maiores dicas que posso dar para quem quer crescer organicamente”, aconselha.


A empreendedora também navegava por comunidades de mulheres que precisavam de seus produtos e serviços para divulgar sua marca. “Eu via o que os clientes diziam, o que pediam, que tamanhos procuravam. Eu respondia aos comentários para que essas pessoas pudessem visitar minha página e conhecer minha marca de moda. Tão simples”, ensina.


4 – Comunidades

Construir uma comunidade e conhecer profundamente os seus membros é a principal estratégia para quem tem o orçamento curto e precisa crescer organicamente. É preciso dedicação para entender exatamente o que eles querem, mas a recompensa será um grupo de clientes comprometidos e certos de que será ouvido. “Conexão é a chave! Devemos sempre nos perguntar como podemos atender melhor essa comunidade maravilhosa que compra conosco, seja online, seja na boutique”, ressalta Rebecca Gibbions.


A designer de sapatos lembra que, antes do lançamento da marca, ela “bebia prosecco” com um grupo de mulheres com pés grandes e aprendia exatamente o que elas queriam de uma marca de calçados. “Trata-se também de melhorar o relacionamento com o cliente. Como meu cliente sabe que estou aberto a feedback, ele sente que está informando o futuro da marca e se sente como uma grande parte disso”, acrescenta Laura.


A criadora da Fairlie Curved tem uma base de clientes igualmente dedicada que conversam entre si em um grupo privado no Facebook. É um “espaço seguro” para se conectarem e aprenderem umas com as outras. Nesta comunidade, a empresária costuma mimar seus clientes e faz isso regularmente. “No Dia dos Namorados, selecionei aleatoriamente vinte das minhas principais clientes e enviei-lhes um presente com um bilhete para desejar-lhes um dia fabuloso. Eu amo ser capaz de mostrar o meu apreço”, fala Jayne Lasley.


FONTE: VAREJO S.A

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