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Saúde mental no ambiente de trabalho também foi tema no Web Summit Rio 2024

Especialistas debatem segurança psicológica de funcionários e defendem mais clareza nas demandas e autonomia na tomada de decisões


O Web Summit Rio é um evento que trata basicamente de tecnologia, inovação e encontro de startups. Mas ele também abre espaço para discussões sobre os efeitos do desenvolvimento tecnológico na saúde mental no ambiente de trabalho, especialmente em empresas altamente competitivas, digitalizadas e em constante desenvolvimento.


O assunto foi tema da conversa entre Carolina Kia, CEO da consultoria da gestão de equipes Weme, e Gustavo Vitti, diretor de pessoal e sustentabilidade do iFood, que tentaram mostrar como a administração de equipes está evoluindo para se adaptar às distorções e condições de trabalho impostas não só pela tecnologia, mas também por uma visão imediatista do mercado.


Carolina chamou atenção para a crescente epidemia de depressão, ansiedade e burnout que colaboradores de várias áreas estão sofrendo por conta de processos engessados, pressões crescentes por desempenho e, principalmente, incapacidade de estabelecer prioridades. “Fizemos uma pesquisa sobre bem-estar dos funcionários de grandes empresas e ela mostrou que uma das principais reclamações do ambiente de trabalho é que todas as tarefas são tratadas como urgentes. Tudo é para ontem”, disse.

Segundo a CEO da Weme, o medo de não corresponder às expectativas das lideranças, aliado à falta de compreensão dos objetivos das tarefas, provocam forte estresse no ambiente de trabalho. “A falta de autonomia é o motivo principal de ansiedade hoje em dia”, explicou Carolina.


Para ela, esse é um problema típico das empresas que não têm em sua cultura organizacional a revisão de processos decisórios. “Não poder dar encaminhamento a uma tarefa por falta de orientação ou de poder decisório, diminui a produtividade e aumenta o estresse”, completou.


Paraquedas das empresas

Gustavo Vitti, que está à frente da gestão do time do iFood, uma das maiores empresas de entrega de alimentos do Brasil, concorda com a executiva da Weme e usou uma metáfora para explicar a importância que a clareza de comando tem na segurança psicológica de membros de uma equipe. “Quem entrar em uma empresa ligada à tecnologia ou que almeja ser competitiva hoje em dia, vai viver uma experiência como a do primeiro salto de um paraquedista. Diante da porta aberta do avião, ele vai sentir muita pressão, adrenalina e insegurança”, comparou.


Ele ressaltou que o paraquedista só vai saltar se estiver com a certeza de que o paraquedas irá abrir. “Para o funcionário de uma empresa de ponta, o paraquedas é a certeza de seus objetivos, aliados às expectativas do líder”, completou o raciocínio.

O executivo explicou que a equipe de recursos humanos (RH) do iFood faz avaliações periódicas da saúde mental dos funcionários da empresa, e que 54% dos entrevistados citam como ponto positivo no trabalho a clareza sobre o que é esperado do funcionário. “É um ciclo de confiança que torna o colaborador mais assertivo em suas atividades e com mais autonomia, garantindo maior segurança psicológica ao ambiente”, explica.


Gustavo ainda comentou sobre alguns métodos exóticos de RH: “Não se trata de abraçar árvores, mas sim de oferecer o paraquedas e dizer: estamos juntos, pode saltar!”, completou.


Fonte: Varejo S.A

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