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Academia parte para o aluguel de equipamentos


A pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19) tem exigido dos pequenos negócios estratégias criativas para sobreviver à crise.


De acordo com uma pesquisa do Sebrae, 34,5% das pequenas empresas mineiras tiveram que se reinventar para se adequarem à nova realidade do mercado e às necessidades de consumo. A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 7 de abril, com 501 empreendimentos mineiros dos setores de indústria, comércio, serviços e agropecuária.


É o caso do centro de treinamentos The Beat Training. Localizado no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a empresa foi fundada há um ano e dois meses, por Lui Ferreira Filho, e mais dois sócios. Ele diz que, antes mesmo da crise se instalar no Brasil, já percebeu que teria que se adaptar e buscar novos caminhos para que a empresa continuasse suas atividades.


“Recebi uma mensagem de um amigo da Austrália me pedindo que enviasse a ele alguns treinos para fazer em casa. Foi quando percebi que isso iria chegar ao Brasil, e pensei ‘precisamos ser diferentes e sair na frente”, relembra.


A solução encontrada pelo empreendedor foi, imediatamente, fechar a empresa, e criar kits de ginástica e kits de bikes, para que os clientes pudessem alugar e realizar os treinos em casa. “Lançamos a novidade no Instagram e, em menos de 24 horas, os kits bikes já estavam esgotados. Fizemos a primeira transmissão ao vivo e conseguimos um público enorme”, lembra.


Além dos equipamentos disponíveis em cada kit, o cliente tem direito a aulas ao vivo, as famosas lives, com os instrutores da academia, e também a aulas gravadas e exclusivas, que ficam disponíveis no Youtube. “Resolvemos gravar videoaulas pois entendemos que muitas pessoas não iriam conseguir assistir ao vivo. Com as aulas gravadas, o aluno assiste em qualquer horário, com ótima qualidade de som e imagem. É mais um conforto para quem está em casa”, destaca.


Diante da crise, Lui Ferreira Filho revela que a estratégia adotada foi muito positiva. “Conseguimos cobrir os nossos custos e manter o nosso quadro de funcionários, sem precisar demitir ninguém, o que já é muito bom. Além disso, ainda tivemos que contratar uma empresa de filmagem, para fazer a gravação das aulas, e uma empresa de carretos para fazer o transporte dos equipamentos”, ressalta. “A partir de agora, iremos vender também aulas no Youtube para outros clientes, o que irá aumentar ainda mais nosso faturamento”, completa.


Para ele, o mais importante é não se deixar paralisar diante da crise. “Nosso setor é um dos mais afetados, provavelmente seremos os últimos a reabrir depois que a crise passar. Mas precisamos ter atitudes positivas e não deixar que a insegurança e a incerteza do momento nos impeça de agir. Seguimos otimistas e firmes com o nosso objetivo de levar saúde e bem-estar às pessoas”. (ASN)


Fonte: Diário do Comércio


FONTE: FCDL MG



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